Localização de Espinho
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O nosso projecto vai ser direccionado no âmbito de um melhor
conhecimento da cidade de
Espinho, abordando, para tal efeito,
um pouco da sua história
Religiosa, nomeadamente da sua Padroeira,
N.ª S.ª da Ajuda.
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O início do culto
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A Lenda
Segundo um ilustre
investigador: “Reza a lenda que foi
um acto de Devoção e
Reconhecimento de um filho de um Morgado
de Cassufas, salvo,
milagrosamente, de morrer
afogado, um dia que se
fizera ao mar num pequeno barco.
O náufrago, em luta aflitiva
e desesperada com as vagas,
teria invocado Nossa Senhora
da Ajuda que, sempre misericordiosa,
lhe valera”.
Narram outros ainda que
foram dois Galegos, os mesmos que
teriam dado o nome de
Espinho, e naufragaram ao largo da costa
e tendo chegado à praia,
agradeceram à Senhora, que tão
piedosamente os tinha salvo.
Mandaram então construir a
1ª Capela de Nossa Senhora
da Ajuda, também chamada de
Capela dos Galegos, perto do
local onde tinham chegado a terra.
Apesar da existência das
lendas apresentadas, não se sabe ao
certo como começou o culto a Nossa Senhora da Ajuda.
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A História
A história de Ovar e Espinho
é apontada por historiadores da região
como tendo provável início
entre o fim do séc. XVII e princípio do
Séc. XVIII.
É dito que inicialmente a
população apenas se mantinha na costa
nos meses da Safra,
regressando ao Furadouro nos meses de Inverno.
Assim foi durante anos, até
que algumas famílias decidiram fixar-se
definitivamente na zona.
A fixação dessas famílias deve ter sucedido na segunda metade do
Séc. XVIII, pois existe um
baptismo registado da zona da praia de
Espinho do ano de 1771, e um
Óbito registado na mesma, no ano de 1774.
Depois de estabelecidas, estas
famílias tinham de andar cerca de
2 Km na lama até chegar à capela
mais próxima, que era em Anta,
para o serviço religioso. Assim viveu a população sem um templo
próprio até ao ano de 1807.
Por esta altura vivia na Costa
de Espinho uma família da Galiza,
constituída por dois irmãos, o
Eugénio Nunes e o Marçal Nunes.
Foi precisamente o mais velho,
Marçal, que mandou construir, a
seu próprio custo, a 1ª capela
de Espinho.
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A 21 de Março de 1987, Eugénio Nunes enviou uma carta ao
Bispo a solicitar a licença para a construção de uma capela com a invocação de Nossa Senhora da Guia. Para tal efeito,
Eugénio Nunes estava disposto a
oferecer para património da referida capela um poço de água, que era o único existente na
costa. |
A 4 de Abril de 1807, o Bispo do Porto autorizou a construção da
referida capela.
O culto nesta capela fez-se até ao ano de
1883, ano em que foi demolida por ser já pequena e por, entretanto, se ter
construído outra com maiores dimensões e mais espaço para a população.
Acrescentava ele
que este dote era irrevogável desde aquela data para todo o sempre enquanto o
mundo durasse e existisse a mesma capela, ficando ele e os seus descendentes
como administradores dela
Foram testemunhas
deste acto, Vicente Tomas Ribeiro e Silva, José Ferreira Brandão, António
Rebelo de Lima, Francisco António de Sousa Lima e António Luís de Lima Ferraz
da Silva, todos da Vila da Feira.
Nesse mesmo dia 1 de Outubro, Eugénio Nunes requereu posse judicial em nome e como administrador da referida capela que nesse dia Ihe é conferida no Auto de Posse realizado na Costa de Espinho, onde se deslocou o Tabelião da Vila de Feira, cumprindo as formalidades legais para estes casos.
Foram testemunhas
deste auto José da Cruz Coutinho, oficial de Justiça, Francisco Ferreira de
Matos e Manuel Rebelo de Lima.
Ainda no mesmo
dia e na Vila da Feira, Eugénio Nunes passa uma procuração a Joaquim António de
Lima, da cidade do
Porto, para que
ele «possa em qualquer juízo ou tribunal defender e requerer toda
a sua justiça, em todas as suas causas movidas e por mover, tanto cíveis como crimes em que autor ou réu e principalmente
poder assinar em nome de Eugénio Nunes todos os termos precisos e necessários
nos requerimentos respeitantes ao património legado á capela».
Foram testemunhas
António Luís Ferraz da Silva e Vicente Tomás dos Reis.
Legalizado nestes
termos, na parte civil era preciso agora faze-lo canonicamente.
Para o efeito,
Eugénio Nunes envia uma petição ao Bispo do Porto que dá entrada no Cartório da
Câmara Eclesiástica a 8 de Outubro.
Dois dias depois, a 10 de Outubro, o procurador de Eugénio Nunes, António José Ramos Pereira de Lima, assinava, naquele Cartório eclesiástico um termo de obrigação no qual «declarava e prometia que a capela mandada edificar por aquele ficava em tudo e por tudo sujeita á jurisdição ordinária do Bispo do Porto e do Pároco da freguesia de forma que sem licença de um deles se não poderia celebrar nela qualquer cerimónia religiosa».
Como Eugénio
Nunes não possuía qualquer titulo de posse dos bens que doava para fabrica da
capela teve que apresentar uma declaração na qual afirmava que sempre esteve na
posse daqueles bens «por si e seus passados desde tempo imemorável».
Com esta
declaração o Provisor do Bispado do Porto, Dr. Manuel Lopes Loureiro, ordenou,
em 7 de Novembro, ao Pároco de Anta que anunciasse na missa de domingo a todas
as pessoas «que têm ou podem ter interesse ao direito nos ditos bens dotados»
ou que poderiam ter conhecimento de haver sobre os referidos bens qualquer
dolo, fraude, suborno ou prejuízo de terceiros, e que mandasse afixar edital à
porta da Igreja.
Assim fez o abade
de Anta, Padre José da Rocha de Oliveira Monteiro, na missa do domingo de 27 de
Novembro, de que deu conhecimento ao Bispo do Porto em 8 de Dezembro.
Nesse mesmo dia 7 de Novembro o Provisor manda ainda que sejam ouvidas cinco testemunhas que atestassem, sob juramento dos Santos Evangelhos, que Os bens dotados a Capela pertenciam de facto, ao doador e que sobre eles não havia dolo, fraude, simulação ou prejuízo de terceiros.
Desempenharam-se
desta missão o padre João da Cunha Ribeiro, pároco da freguesia de S. Martinho
da Gandra e o padre José Ferreira da Silva Brandão que se deslocaram á Costa de
Espinho para ouvirem «in loco» as testemunhas e redigir o respectivo termo.
Isto passou-se no dia 28 de Novembro de 1808 e foram ouvidas as seguintes testemunhas:
José Garcia, contratador, na Costa de Espinho, de 40 anos de idade; João de Pinho Branco, pescador e morador na Costa de Espinho, de 35 anos de idade; Manuel Rodrigues Cação, pescador também de Espinho, de 50 anos; José da Cruz, pescador, de Espinho, de 46 anos e José de Pinho Branco, pescador, de Espinho, de 28 anos, além do doador Eugénio Nunes.
Todas as
testemunhas juraram que nos bens doados não havia dolo, fraude ou prejuízo de
terceiros; que não estavam sujeitos a dividas nem a qualquer outro património e
que o seu valor ultrapassava os 800 mil reis.
No mesmo dia
foram nomeados dois louvados, José' de Oliveira e Silva, assistente na Costa de
Espinho, natural da Paços de Brandão e Silvestre Fernandes da Cruz, do lugar do
Mocho, da freguesia da Anta, que confirmaram o valor dos bens doados para
património da Capela.
Formalizados todos estes requisitos, o Provisor do Paço Episcopal, dá, a 12 de Janeiro de 1809, o seguinte despacho: «Julgo os bens dotados na escritura presente por suficiente património da capela da invocação de Nossa Sra da Guia, no lugar de Espinho, freguesia de Anta, na Comarca da Feira, deste Bispado, que erigiu Eugénio Nunes, solteiro, do dito lugar, atento o valor e rendimento que se justificou. Porto, 12 de janeiro de 1809. Manuel Lopes Loureiro».
Em 21 de Janeiro,
Eugénio Nunes requer ao Bispo a vistoria da capela, dizendo que a mesma se acha
pronta, ornada e com património para a sua fabrica, para que nela se pudesse
começar a celebrar as cerimónias religiosas. Solicitou ainda que essa visita
fosse feita pelo abade de Esmoriz que «é freguesia vizinha de Espinho».
Despachado
favoravelmente este pedido a 24 de Janeiro, a visita é feita pelo referido
abade de Esmoriz, Pde António Pinto da Cunha, no dia 2 de Fevereiro, da qual
passa a respectiva certidão que dizia: « que a Capela de N.' S.a da Guia, na
Costa de Espinho é muito decente, possui paramentos de seda das quatro cores
que usa a igreja, cálice e paterna dourados, pedra de ara, alba, cordões e se
acha em condições de ser benzida».
Eugénio Nunes
requereu então a 8 de Fevereiro a Benção da Capela e que a mesma fosse feita
pelo abade de Esmoriz, o qual, na verdade, procedeu a esse acto no dia 13 de
Fevereiro.
A celebração da primeira missa foi
requerida oito dias depois, a 22 de Fevereiro de 1809, o que vem contrariar o
que se tem escrito a este respeito.
E assim terminaram os actos para a
legalização da primeira capela construída em Espinho, que de início se chamou
de «Capela de N.ª S.ª da Guia» e depois passou a chamar-se de «N.ª S.ª da
Ajuda».
A mudança de N.ª S.ª da Guia para N.ª
S.ª da Ajuda anda um pouco envolta em poucas, certezas. O que não há dúvida o
que a mudança se operou entre 1809 e 1846, pois nesta altura era já conhecida
por Capela de N.º S.ª da Ajuda.
Que motivos teriam levado Eugénio Nunes
ou seus sucessores a mudar-lhe o nome?
Varias versões têm sido apresentadas
entre as quais a seguinte que nos parece a de mais crédito:
Um lavrador dos arredores de Espinho
deu de presente ao Alferes de Matosinhos, da freguesia de S. Félix da Marinha,
um pequeno barco, por ele ter livrado um filho seu do serviço militar. Num
domingo de Verão, o alferes e o filho resolveram lançá-lo pela primeira vez, ao
mar.
Para isso reuniu muito povo na praia e
pediu aos donos da capela para consentirem que a padroeira da mesma - N.ª S.ª
da Guia- fosse levada até a praia, como que para abençoar aquele acto.
Autorizado o pedido, o filho meteu-se
no barquito e é impelido para dentro da água. Nesse preciso momento, uma vaga
mais alterosa virou o barco lançando à água o pobre rapaz que, aflito, se
debatia nas ondas.
O pai vendo a aflição do filho, correu
ao altar da Virgem e pediu, em altos brados: «Ai Nossa Senhora da Ajuda»,
ajudai o meu filho a salvar-se!
O povo que ali se juntava ao ouvir
clamar o alferes por Nossa Senhora da Ajuda, começou também ele a rezar a
Senhora da Ajuda para que salvasse o rapaz.
Assim aconteceu de facto e desde esse
dia em agradecimento à Virgem, pelo milagre, a Senhora da Guia passou a
chama-se Senhora da Ajuda.
Não podemos ignorar, na verdade, que
sendo os pescadores de Espinho oriundos de Ovar, já ali se venerava há muitos
anos N.ª S.ª da Ajuda na Capela de Santo António, existente ainda hoje naquela
vila piscatória, pelo que é de crer que a sua invocação naquele momento, não
tivesse surgido espontaneamente como quer fazer crer a história contada.
Como quer que tivesse sido a mudança o
que é certo e que o início do culto de N.ª S.ª da Ajuda em Espinho se deve
fixar no segundo quartel do século XIX, 1825-1850, uma vez que a primeira
padroeira da primitiva capela, também
chamada, Capela dos Galegos, foi, como
vimos, N.ª S.ª da Guia.
O culto de N.ª S.ª da Ajuda nesta
Capela praticou-se até 1883, ano em que foi demolida por ser já pequena e por, entretanto,
se ter construído outra, mais ampla e desafogada.
O primeiro movimento tendente a
construção do novo templo deu-se em 1867.
Com efeito neste ano constituiu-se uma
comissão de representantes das Companhas de Pesca, composta por António de
Pinho Branco Miguel, Manuel André de Lima, Francisco Soares de Araújo, António
da Cunha Folha da Conceição e Francisco Fernandes Tato, para decidirem da
compra da antiga capela e construção de novo templo.
O CULTO DE NOSSA SENHORA DA AJUDA EM
ESPINHO 17
Nesta altura a Capela de N.ª S.ª da
Ajuda já tinha outro dono. Por morte de Eugénio Nunes os bens deste passaram
para um espanhol de nome José Rodriguez que não vivia em Espinho, mas tinha um
procurador chamado António Matos, que por ordem daquele, vendeu os bens a um
negociante portuense, Bento José Pereira, que, por sua vez os vendeu em 24 de
Janeiro de 1866 a António dos Santos Serra, do lugar da Igreja da freguesia de
Gueifães, do concelho da Maia.
Ora foi precisamente a este último que
a Comissão dos arrais das companhas comprou em Março de 1866 a antiga capela e
todos os seus pertences por duzentos mil reis, conforme se diz na declaração do
pagamento da sisa que reza assim:
Serafim da Silva Marco, José de Pinho
Faustino Júnior, Francisco Soares Araújo e José Fernandes Tato compram a
António dos Santos Serra, viúvo da Igreja de Gueifães, do Concelho da Maia, uma
Capela denominada de Senhora d'Ajuda com suas pertenças imagens e paramentos
tudo sito na Costa de Espinho de Anta pelo preço de duzentos mil reis.
Feira, 27 de
Março de 1866».
Para esta compra e para a reedificação
do novo templo, contribuíram todas as Companhas de Pesca existentes na altura,
conforme declaração dos representantes das mesmas e que era do seguinte teor:
Nós abaixo assinados representantes das
Companhas de Pesca d'esta Costa d'Espinho,
para o fim de se reedificar a Capela desta Costa, e dar-lhe as proporções
necessárias e adaptada à população nos obrigamos a concorrer por agora para a
mesma obra com a quantia de dosentos e cinquenta mil reis, e alem disto mais
com a quantia que for preciso para a compra da Capela antiga e sua mobília,
santos e mais objectos a ela pertencentes e finalmente mais com os carretos e
transportes dos materiais para a mesma obra, sendo tudo isto dividido
igualmente por todas as nossas Companhas actualmente existentes, sondo esta
obrigação solidária entre todas, e satisfeita dentro da safra do ano corrente,
sendo accionadas, se tanto for preciso; e será competente para isso, e para
fazer cumprir as obrigações aqui expressadas, a Comissão por nos nomeada
para dirigir a mesma obra, composta dos três membros António de Pinho Branco
Miguel, Manuel André de Lima, Francisco Soares de Araújo, José de Pinho
Faustino e António da Cunha Folha da Conceição, sendo tesoureiro Francisco
Fernando Tato, todos desta Costa.
Ao cumprimento e obrigação do exposto
nos obrigamos pelos fundos das mesmas Companhas, e ainda por nossas
pessoas e bens, e "rogarmos ao
Bacharel Rufino Joaquim Borges de Castro, da Feira, que este os escrevesse,
sendo testemunhas presentes Joaquim de Sá Couto, d'Oleiros, e José Moreira
Pinto de Silvalde que todos vão figurar depois d'este nos ser lido.
Espinho, 13 de Outubro de 1867.
Declaramos qual a obrigação com
respeito a esta safra é só no caso do mar dar pescaria; e para o ano seguinte
só ficam obrigados as Companhas que continuarem a subsistir.»
Apesar da boa vontade dos arrais, em
construir novo templo que satisfizesse as necessidades da população em continuo
crescimento, as dificuldades financeiras foram tantas que só três anos depois
se constituiu nova Comissão, desta vez acrescentada com elementos da colónia
balnear à frente dos quais se encontrava o Conde da Graciosa.
Como já foram publicados por Benjamim
Dias os passos principais encetados por esta Comissão, bem assim como as
respectivas actas (5), dispensam-nos de repetir o que já era do conhecimento
dos Espinhenses.
Apenas queremos relembrar .aqui, neste
trabalho, Os nomes das pessoas que fizeram parte da segunda Comissão:
Presidente Conde da Graciosa; vice-presidente Francisco Mena de Sousa Brandão;
Tesoureiro João de Azevedo Aguiar Brandão; Secretário põe Francisco Pinto Alves
Brandão.
As obras iniciaram-se em 1872, mas
ficaram paralisadas cerca de 7 anos, por dificuldades financeiras, (tendo-se em
11 de Março de 1879 organizada uma nova comissão, presidida peto Dr. Rufino
Borges de Castro e quase todos os membros da antiga.
As obras ficaram concluídas apenas em
1883, ano em que se procedeu a sua benção. A primeira missa realizou-se no dia
29 de Junho desse mesmo ano.
Da antiga capela de N.ª S.ª da Ajuda,
que entretanto tinha sido demolida, passaram para o novo templo as imagens de
N.ª S.ª da Ajuda; S. Francisco e Santa Rita.
Presume-se, pela história narrada
atrás, que a imagem de N.ª S.ª da Ajuda era a antiga de N.ª S.ª da Guia,
continuando na nova Capela o culto de N.ª S.ª da Ajuda.
A 19 de Maio de 1886, por alvará do
Cardeal D. Américo à nova Capela de N.ª S.ª da Ajuda foi elevada à categoria de
igreja, passando a matriz quando em 1889, Espinho se constituiu em freguesia.
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O novo templo era administrado desde
1883 por uma comissão intitulada «Comissão zeladora do S.S. Sacramento da
Capeta de N.ª S.ª da Ajuda de Espinho, freguesia de Anta. |
Ora em 1885 chegando aos ouvidos daquela
Comissão que o Abade de Anta pensava erigir a uma confraria para se apoderar da
Capela, aquela entidade zeladora apressou-se a elaborar um estatuto que,
aprovado em Assembleia Geral, criaram a Irmandade de N.ª S.ª da Ajuda.
Esta foi reconhecida oficialmente
quando os seus estatutos foram aprovados pelo Governador Civil de Aveiro, Dr.
Manuel José Mendes em 30 de Novembro de 1885 e confirmados pelo Bispo do Porto,
D. Américo Ferreira dos Santos Silva, em 26 de Janeiro de 1886.
Meio século depois, em 1938, a
Irmandade de N.ª S.ª da Ajuda começava a reger-se por «NOVOS Estatutos que
ainda vigoram.
Esta segunda capela foi destruída em
1906 pelas invasões do mar.
Benjamim da Costa Dias, no seu trabalho
«Narrativas e Documentos, citando o «Dicionário de Portugal Continental e
Insular, de Américo Costa, diz que «No mesmo ano em que foi inaugurada a Capela
de N.ª S.ª da Ajuda (1883) foi construída a Capela de Santa
Maria Major, na Avenida da Graciosa.
(6)
Tal informação não corresponde à
verdade, pois, data de 1877, isto 6 seis anos antes a autorização episcopal
para a benção e primeira missa na referida Capela conforme se pode certificar
do seguinte documento:
«D. Américo Ferreira dos Santos Silva,
etc.
Aos que esta nossa Provisão lerem,
Saúde, Paz e Benção em Jesus Cristo Nosso Senhor Salvador.
Fazemos saber que por parte do Rev.do
Manuel Ribeiro de Figueiredo, Parocho collado da freguesia de S. Martinho
d'Anta, no segundo distrito da Comarca da Feira, deste nosso Bispado, nos foi
representado que, achando-se construída a nova capela da Praia d'Espinho da
dita freguesia, dedicada a Nossa Senhora, sob a invocação de Santa Maria Malor,
desejava que na mesma capela se pudesse celebrar o Santo Sacrifico da Missa e
conservar-se o S.S. Sacramento no Sacrário da dita capela durante a época dos
banhos:
Atendendo nós a sua petição C a' visita
feita à mesma capela, que se acha construída com
solidez e que possui todos os
paramentos para o culto católico:
Havemos por bem conceder licença para a
benção desta capela pelo Rev.do Abade d'Anta e a celebração da primeira e mais
missas, e bem assim para a conservação da Sagrada Eucaristia durante a estacão
dos banhos até ao fim do mês de Novembro. E por firmeza do referido que valerá
enquanto se não mandar o contrato, se expediu a presente Provisão.
Dada e passada nesta cidade do Porto,
sob nosso Selo d'Armas e assinatura do nosso muito reverendo Doutor Provisor
aos vinte e dois do mês d'Agosto de mil oitocentos setenta e sete. E eu Padre
Sebastião Leite de Vasconcelos servindo de Escrivão na ausência do reverendo
Escrivão da Câmara a subscreveu.
Joao Alvares de Moura
Registado a f. 4 v. padre Sebastião.
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Destruída a
segunda capela em 1906, como já dissemos, a Irmandade de Nossa Senhora da
Ajuda mandou construir uma terceira que se inaugurou nesse mesmo ano, no
centro do Largo de N.ª S.ª da Ajuda. Poucos anos depois era também tragada
pelas ondas do mar. |
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A Quarta
capela foi edificada no extremo nascente-sul do mesmo local, com frente para a
rua do Cruzeiro (hoje Rua 2) que, por sua vez, foi destruída em 1910. Foi
pois a partir desta data, como dissemos, que a imagem de N.ª S.ª da Ajuda
ficou instalada definitivamente na Capela de Santa Maria Maior e que hoje é
mais conhecida por Capela de N.ª S.ª da Ajuda. |
Bibliografia:
Espinho
Boletim
Cultural
Vol. V 1983
N.º 17
Edição da
Câmara Municipal
Notas finais:
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A forma e conteúdo
deste trabalho (pesquisa, selecção de informação e posterior tratamento de
textos e imagens) é da inteira responsabilidade dos alunos atrás referidos.
·
O trabalho foi
desenvolvido na disciplina de ITI, na unidade de Word, com
orientação do Prof. Fernando Ferreira, no ano lectivo 2001/02, usando a
metodologia de Trabalho por Projectos.
·
Algumas das fotografias
foram obtidas com uma câmara fotográfica digital EPSON Photo PC 650
e tratadas posteriormente no Photoshop/Photodraw/Publisher.
CONTACTOS
·
Prof. Fernando Ferreira
- EMAIL engftf@mail.pt SITE http://naturezaviva.naturlink.pt
·
Escola - SITE http://www.nca.pt/laranjeira
·
EPSON – http://www.epson.pt
·
Tinteiros.com online –
EMAIL comercial@tinteiros.com